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Anime como deve ser: Bonus Stage

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

6 comentários  

Pois bem, a sequência deveria ter três posts. Deveria, mas o post de Evangelion ficou muito extenso. Portanto, venho agora com o Bonus Stage, apresentando uma exceção à regra dos animes finitos (não, não falarei sobre Pokémon). Falarei sobre o melhor exemplo de final alternativo que tenho conhecimento: Full Metal Alchemist.

5 Full Metal Alchemist (Hagane no Renkinjutsushi)

Enfim, depois do lançamento da série “Brotherhood”, todos sabem que o final da primeira série é alternativo. Aqui cabe uma digressão: chamo de anime com final alternativo aquele cuja história não termina da mesma forma que no mangá. Isso pode acontecer por diversos motivos: agradar o público, censura televisiva, corte de verbas ou porque o mangá de origem ainda não terminou, caso de Full Metal Alchemist (FMA, daqui para a frente). Voltando ao raciocínio inicial, quando assisti FMA pela primeira vez, há cerca de dois anos, nem desconfiei que a história do anime tomou um rumo diferente da do mangá a partir do episódio vinte e poucos, de tão bem feita que a história alternativa ficou. Os 51 episódios da primeira série de FMA deixaram uma história muito bem amarrada e atraente, apesar de praticamente metade da série não ter saído da cabeça da autora do mangá, Hiromu Arakawa.

“Pessoas não podem ter nada sem sacrificar algo. Você precisa apresentar algo de igual valor para ganhar esse algo. Este é o princípio da troca equivalente da alquimia.” A frase dita por Alphonse no começo de todo episódio explica bem o mundo do anime. FMA se passa em um mundo paralelo ao nosso, onde é possível fazer alquimia (jura?) possuindo um pouco de conhecimento, um círculo de transmutação e respeitando o princípio da troca equivalente. Simples assim.

A história começa in media res, com a chegada dos irmãos Elric – Edward e Alphonse – a uma cidade qualquer do interior, procurando pela Pedra Filosofal que, segundo alguns rumores, estava em posse de algum habitante. Após desmascarar um líder religioso charlatão que usava uma falsa Pedra Filosofal, a razão de Ed e Al buscarem o tesouro máximo da alquimia (a Pedra) é revelada em alguns episódios Flashback. Numa tentativa de reviver a falecida mãe, os dois irmãos quebram um tabú da alquimia e realizam uma forma proibida de alquimia: a transmutação humana. A empreitada é mal sucedida e Edward acaba perdendo sua perna esquerda, enquanto Alphonse perde seu corpo todo. Num último esforço, Edward sacrifica seu braço direito para fixar a alma do irmão numa armadura. Para substituir os membros perdidos, Ed passa a usar Automails, que são próteses mecânicas. São os membros mecânicos que rendem a ele o apelido de “Full Metal”.

Assim, começa a jornada dos irmãos em busca da Pedra Filosofal (que permite que seu usuário ignore o princípio da troca equivalente) para assim recuperarem seus corpos. O caminho mais fácil encontrado para conseguir influência e recursos para a jornada é ingressar no exército. Assim, Edward torna-se um Alquimista Nacional: um subordinado das forças armadas, mas com relativa liberdade para pesquisar e procurar informações sobre a Pedra Filosofal. Em sua jornada, os irmãos Elric descobrem vários podres do exército, bem como se envolvem com seres míticos da alquimia: os Homúnculus.

O que mais me impressionou em FMA é a atmosfera constante de melancolia, por mais coloridos que sejam os cenários e por mais que as piadas sejam engraçadas. A marca de tristeza do passado dos irmãos Elric está profundamente enraizada ao longo de toda a trama. Além disso, os acontecimentos ao longo da jornada em busca da Pedra Filosofal, os podres do exército, o mistério do nascimento dos Homúnculus, tudo colabora para a atmosfera do anime ficar ainda mais pesada à medida que a Pedra Filosofal se aproxima. É muito interessante observar um anime de ação/aventura, voltado para meninos, que explore tão bem o psicológico dos personagens (na medida do possível. Não esperem uma profundidade do nível de Evangelion). Talvez seja a mão feminina da Hiromu no começo da série.

Por que assistir FMA? Porque é uma mistura finíssima de elementos que fazem um bom anime: bom enredo, profundidade dos personagens, boa trilha sonora (músicas de abertura e encerramento EXCELENTES) e, o mais importante para se gostar de um anime (de um livro, um filme, um seriado): FMA é emocionante. É comovente. Nos faz acompanhar toda a alegria e sofrimento dos irmãos Elric, do Coronel Mustang, da Winry, etc. Digo, sem vergonha nenhuma, que FMA é um anime que mexeu emocionalmente comigo. Mais do que recomendado.

Baseado no mangá homônimo, ainda em publicação, de Hiromu Arakawa, FMA foi exibido pela primeira vez no Japão pela emissora MBS-TBS, entre outubro de 2003 e outubro de 2004. No Brasil, a série é exibida pelo canal Animax e pela RedeTV!. Até chegou a passar aqui no Maranhão, mas logo foi suprimido pela “maravilhosa” programação local. FMA possui um filme de 2005, que dá o verdadeiro “ponto final” à série: Conqueror of Shambala (Shamballa wo Yuko Mono). A série “Brotherhood”, iniciada em abril deste ano, conta até agora com 28 episódios e promete ir até o 63. É ver pra crer.

Download dos episódios: http://www.alchemistproject.xpg.com.br/#

(a qualidade das legendas desse site não é das melhores, mas tem tudo em um lugar só).

Anime como deve ser: parte III

domingo, 18 de outubro de 2009

3 comentários  

10 posts em pouco mais de 10 dias. Nenhum post em mais de 15 dias… Estamos indo bem! Enfim, depois de quase um mês, termino aqui (ou não) a sequência de posts sobre animes finitos. Os dois últimos animes foram deixados por último devido à dificuldade de falar satisfatoriamente sobre eles. Vamos ao primeiro deles: Evangelion.

PS: Depois que terminei de escrever sobre Evangelion, pensei: “Putz! Que post grande!”. Assim, para não deixar os leitores muito cansados, vou deixar este post somente sobre Evangelion e farei uma parte IV posteriormente. Até lá.

4 Neon Genesis Evangelion (Shin Seiki Evangelion)

Pronto. Lembram que eu disse que era difícil falar sobre os animes deste (e do próximo) post? Pois é, comecei logo “de com força”. Na verdade, Evangelion foi o primeiro anime sobre o qual pensei em falar nesta sequência, mas resolvi deixar por último, porque os melhores sempre vêm por último (ou no penúltimo post, enfim).

Evangelion é uma dessas séries que atraem os fãs para o mundo dos animes. É, sem dúvida, a animação que mais deu o que falar nos anos 90 e, até hoje, dá muito o que falar, com os filmes produzidos nos anos 2000: Rebuild of Evangelion 01 e 02 (que ainda não assisti). Em fins dos anos 90, Evangelion literalmente arrebatou uma legião de fãs (Sckar que o diga) de anime para o mundo das teorias acerca dos anjos, segundo impacto, Seele, plano de aperfeiçoamento da humanidade, entre outras coisas, que seria o nosso mundo em 2015, após uma série de calamidades a serem explicadas nos 26 episódios da série e seus 4 filmes.

O anime é um Sci-fi que se passa, como já disse, no ano de 2015, num planeta Terra pós-apocalíptico: no ano 2000, uma misteriosa explosão ocorrida no Pólo Sul derreteu a calota polar, elevando o nível do mar em 20 metros. Seguiram-se a isso inúmeras outras catástrofes naturais, guerras civis, crises econômicas, fome, entre outras coisas que acabaram por reduzir a população humana à metade em pouco tempo. Tal evento ficou conhecido como o “Segundo Impacto”. Quinze anos depois, quando a humanidade apresentava sinais de recuperação, um batalhão de seres gigantes não-identificados começa a atacar a cidade de Tokyo-3 (Tóquio reconstruída pela 2ª vez). Tais seres ficaram conhecidos como “anjos”.

Para combater o ataque dos anjos, surge uma organização chamada NERV, que desenvolve uma espécie de robô orgânico gigante chamado “Evangelion” (ou, simplesmente, EVA). Os EVAs, porém, não podem ser pilotados por qualquer um. Eles possuem vontade própria e os únicos capazes de pilotá-los são crianças que, curiosamente, nasceram no ano do segundo impacto. Coincidência? Quem sabe.

A história começa com a chegada de Shinji Ikari a Tokyo-3, atendendo ao chamado de seu pai, Gendou Ikari, comandante-chefe da NERV que deixou o filho aos cuidados de um tio há mais de 10 anos e nunca mandou notícias desde então. Shinji vai desanimado ao encontro do pai, porém nutrindo uma vã esperança de filho abandonado que Gendou queria algum tipo de reaproximação. Pura ilusão. Shinji foi chamado unicamente para pilotar o EVA unidade 01, pois Rei, a piloto, estava gravemente ferida. O rapaz reluta, mas aceita a tarefa que seu pai lhe pede, mesmo estando profundamente magoado com ele. Entrando no EVA-01, Shinji consegue um nível de sincronização impressionante com a criatura (lembra que os EVAs não podem ser pilotados por qualquer um? Pois é), mas, mesmo assim, não sabe pilotar o EVA e muito menos lutar. Assim, na sua primeira luta contra um anjo, o garoto apanha feio e fica inconsciente dentro do EVA. Então algo surpreendente e misterioso acontece, provando que o EVA não é so um robô, como todos pensavam. O que? Assistam e verão.

O mais interessante em Evangelion não é o ambiente pós-apocalíptico que ele mostra, nem os robôs gigantes pilotados por adolescentes de 14 e 15 anos. O que é extremamente interessante neste anime é a profundidade psicológica dos personagens. Ao longo da trama, percebemos que Shinji, Rei, Asuka, Misato, Gendou e a grande maioria dos integrantes da NERV têm suas motivações – que não passam NEM PERTO de salvar o mundo – próprias de estar na organização. À medida que a história se desenrola, as sombras e fantasmas interiores dos personagens vão aparecendo e crescendo cada vez mais, levando o espectador a duvidar, por vezes, se a luta com os anjos pela sobrevivência, ou os mistérios que cercam a NERV e o segundo impacto, são os pontos centrais do enredo, ou se são apenas um pano de fundo onde desenrolam-se os conflitos mentais de Shinji, Asuka, Rei e Misato, principalmente.

Por que assistir Evangelion? Simplesmente porque foi o anime que encabeçou os anos 90 tanto em termos de qualidade técnica, como em termos de qualidade da história. Como exemplo de qualidade técnica, podemos citar a atmosfera sufocante que o enquadramento cria no espectador, como na cena em que Shinji e Rei passam quase 20 segundos em silêncio dentro de um elevador (silêncio MESMO. Nada de trilha sonora, só aquele sonzinho de elevador), mostrando que, apesar de precisarmos uns dos outros para seguir em frente, temos medo de nos machucar nos aproximando demais das pessoas. Enfim, os personagens de Evangelion são demasiadamente humanos e é isso que dá complexidade ao enredo, sendo também, o segundo motivo pelo qual recomendo que assistam Evangelion. Precisa de outros motivos? Claro que não. Assistam e discordem de tudo o que foi dito aqui, porque consenso em Evangelion é uma coisa que não existe.

Dirigido por Hideaki Anno e produzido pelo Estúdio Gainax. Evangelion é baseado no mangá homônimo (ainda não finalizado), produzido pelo mesmo estúdio, de Yoshiyuki Sadamoto. Seus 26 episódios foram exibidos na TV Tokyo entre outubro de 1995 e março de 1996. Dois de seus filmes - “Death and Rebirth” e “The end of Evangelion” – datam de 1997 e os outros dois - "Rebuild of Evangelion 01: You are (not) Alone” e “Rebuild of Evangelion 02: You can (not) Advance” – são de junho deste ano. Em 2003 a série foi remasterizada e foram adicionadas algumas cenas novas. No Brasil, a série original foi exibida pelo canal Locomotion em 1996 e a versão remasterizada foi exibida em 2003, pelo canal Animax. A série continua em exibição no canal NGT, canal brasileiro que não tem filial no Maranhão…

Download dos episódios: http://emporioanime.co.cc/downloads/episodios-evangelion.html

Download dos 2 primeiros filmes: http://animes-down-filmes.blogspot.com/2008/01/neon-genesis-evangelion.html

Não achei o download dos 2 últimos filmes. Quando achar, edito aqui.

Anime como deve ser: Parte II

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

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Continuando a falar sobre animes com começo, meio e fim, trago, neste segundo post, dois animes de gêneros diferentes: um de comédia e outro de ação.

2 Golden Boy: O Estudante que Viaja.

Provavelmente, tem-se em Golden Boy o protótipo da fórmula dos animes estilo “harém”, ou simplesmente, “comédia romântica”: basicamente, são aqueles animes onde o protagonista é um completo idiota (a maior parte do tempo, pelo menos), mas, por alguma incrível força do destino, consegue deixar todas as mulheres com quem se encontra perdidamente apaixonadas por ele. Podemos citar Love Hina e Tenchi Muyo como séries de sucesso que fizeram bom uso dessa fórmula.

Golden Boy é uma série de 6 episódios, adaptada do mangá homônimo de Tatsuya Egawa, que conta a história de Kintaro Oe, um homem de 25 anos que larga a faculdade de Direito na Universidade de Tóquio para sair vagando pelo Japão em sua bicicleta. Sim, BICICLETA (começa aqui a falta de noção característica desse gênero de anime). Seu objetivo? Aprender. Sobre o que? Sobre pessoas, lugares, relações, empregos, enfim: sobre a vida. Cada episódio da série é uma história fechada, começando com a chegada de Kintaro a um lugar e terminando com sua partida.

Como bom protótipo do gênero “comédia romântica” é claro que Golden Boy é rico em cenas deveras “picantes” e mulheres com medidas que deixariam qualquer Megan Fox com inveja. AGORA eu falo sobre frustrações nipônicas: o Japão é um país onde as pessoas são extremamente reservadas (para não dizer sexualmente retraídas). Só para vocês terem uma idéia, não é comum ver namorados se beijando em público. Até a pornografia japonesa tem censura, por isso, certas coisas que não podem ser feitas por atores, são feitas por personagens animados ou desenhados. Agora vocês entendem por que o hentai (desenhos pornográficos) é tão popular entre os nipônicos.

Enfim, tudo isso foi uma breve introdução para que vocês entendam o porquê das cenas “picantes” de Golden Boy – que não é hentai, mas chega perto. Se bem que algumas cenas que deveriam ser picantes, acabam sendo cômicas para qualquer não-virgem, não-menino-do-buchão (Pelo amor de Ramsés III, tem que ser MUITO menino do buchão pra achar excitante, em vez de engraçado, uma mulher praticamente fazendo sexo com uma MOTO).

Por que assistir Golden Boy? Primeiro, porque é muito bom conhecer toda a fórmula que, em maior ou menor grau, aparece em todos os animes estilo “comédia romântica” em apenas 6 episódios. Segundo, porque é curto e, por isso, nem um pouco cansativo. Por último e principalmente, porque é MUITO ENGRAÇADO. Quem gostar de nonsense com certeza vai dar boas risadas com a falta de noção de Kintaro. Golden Boy teve sua animação feita (muito bem feita, diga-se de passagem) em 1995 pelas produtoras Shueisha e KSS. Não chegou a passar na televisão, talvez pela quantidade reduzida de episódios.

3 Street Fighter II: Victory



Aproveitando o ensejo de que a grande maioria dos nerds leitores e colaboradores (a exceção de Risso) está voltando a praticar artes marciais, falo aqui sobre Street Fighter II: Victory. Só por causa disso? Claro que não! Street Fighter fez parte da infância de todos os que já viram um Super Nintendo, ou passaram em algum fliperama de rodoviária, e Street Fighter II: Victory (a partir de agora SF2V) é uma adaptação MARAVILHOSA do game que popularizou e imortalizou a série Street Fighter em nossas memórias e corações nerds (nem preciso dizer que é Street Fighter II...).

Falemos então um pouco da história: tudo começa quando Ryu, rapaz de 17 anos que trabalha ajudando um velho nas montanhas ao norte do Japão, recebe um convite de seu velho amigo Ken, com quem treinou artes marciais, para ir aos Estados Unidos, terra natal de seu amigo loiro e playboy. Chegando à terra do Tio Sam, os dois jovens decidem sair para se divertir e testar suas habilidades. Porém, como nem tudo é perfeito, durante uma briga de bar, eles apanham feito duas malas velhas pra tirar poeira pro oficial das forças aéreas Guile. A derrota mostra a Ryu e Ken sua necessidade de treinar mais, então eles partem numa viagem pelo globo com o objetivo de aprimorar suas habilidades.


Assim começa a jornada onde os heróis encontrarão a grande maioria dos personagens do jogo: Chun-Li, Fei Long, Sagat, Dhalsim, Balrog, M.Bison, Cammy, Zangief e Vega (Como se trata de um anime, os nomes dos personagens são os japoneses). A história é bem amarrada e todos os eventos, direta ou indiretamente, relacionam-se com a organização criminosa Shadaloo, comandada por Vega, último chefão do jogo e do anime.

Por que assistir SF2V? Porque a trilha sonora (especialmente a música do hadouken) é excelente, os personagens são bem mais humanos (um hadouken não sai com a facilidade de um espirro e nem a Chun-Li tem aquele chute em velocidade Mach 3) e as lutas são LINDAS (Ken vs. Balrog é a melhor de todas). Com 29 episódios, SF2V foi exibido no Japão em 1995, pela Yomiuri TV, e no Brasil em 1999, pelo SBT, e em 2004 (aproximadamente) pelo Cartoon Network. Dirigido por Gisaburo Sugii, SF2V é, com certeza, a MELHOR animação baseada em um jogo de videogame.

Curiosidades sobre SF2V:
- Alguns fãs xiitas do game criticaram o anime pelas roupas mudadas e golpes “enfraquecidos” de alguns personagens. Eu vejo isso como uma melhora, por deixar os personagens mais humanos;
- Gouki/Akuma aparece em muitos episódios, como figurante. É bem divertido procurar aquela cara horrível na multidão;
- Sagat não é um subordinado de Vega. Ryu o encontra em outras circunstâncias;
- Cammy não é dez anos mais nova que Chun-Li, como a história do game, produzida pela Capcom, conta (até porque Chun-Li só tem 15 ou 16 anos no anime). Talvez esse seja o único “erro de continuidade” da adaptação;
- T. Hawk, Dee Jay, E. Honda e o nosso conterrâneo Blanka não aparecem no anime (e nem fazem falta).

Anime como deve ser: Parte I

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

10 comentários  

Primeiro post da minha vida em um blog. Sobre o que falar? Da única coisa que provavelmente sei mais do que meus amigos nerds: animes/animês.

Sim, sou um grande fã dos desenhos cabeçudos de olhos enormes produzidos no Japão. Não estou aqui para falar sobre a técnica de desenho japonesa ou suas causas (se os personagens de olhos grandes são reflexos das frustrações oculares nipônicas, nada tenho a ver com isso), estou aqui para opinar sobre alguns animes que me marcaram e que recomendo para qualquer um que queira conhecer o mundo da animação japonesa.

Se você, leitor, espera aqui encontrar minhas opiniões sobre Naruto, Bleach, One Piece e outros animes infinitos que são febre entre adolescentes dos quatro cantos do mundo, esqueça.

Quero falar aqui de animes da saudosa época em que eles acabavam, o que, na minha opinião, era um grande fator de superioridade em relação à animação norte-americana (O pessoal de Caverna do Dragão ficou uns 10 anos sem voltar pra casa, tenha dó!).

Enfim, neste e nos próximos dois posts, apresentarei aqui lista e comentários de 5 animes FINITOS, porque anime que é anime tem que ter começo, meio e fim. Quem sabe algum deles atraia sua atenção.


1 Yuu Yuu Hakusho





Numa tradução literal, “O livro em branco do fantasma atrapalhado”, Yuu Yuu Hakusho (Yuyu daqui pra frente) é a obra de maior sucesso do autor Yoshihiro Togashi. Baseado no mangá homônimo, Yuyu conta a história do detetive espiritual Yusuke Urameshi.

Estereótipo de delinqüente juvenil: brigão, desbocado, cabulador de aulas e tudo o mais, Yusuke morre aos 14 anos, quando, surpreendentemente, salva uma criança de ser atropelada. O grande problema é: nem Deus julgava o jovem capaz de dar sua vida por alguém, portanto não havia lugar para ele no purgatório, no inferno e muito menos no céu. Assim, após provar sua força de vontade e bondade interior (bem interior MESMO), Yusuke volta à vida como um detetive espiritual: aquele que resolve problemas sobrenaturais no mundo dos humanos. Problemas estes causados por youkais: demônios humanóides ou monstruosos que fazem parte do imaginário japonês tanto quanto os elfos fazem parte do imaginário nórdico ou escandinavo, por exemplo.


Por que assistir Yuyu? 2 respostas me vêm à mente: primeiro, porque trata de temáticas e lendas referentes à cultura nipônica, colaborando para o aprendizado da mesma; segundo e mais importante, porque é DIVERTIDÍSSIMO. É impossível eleger um “personagem preferido” em Yuyu: mesmo inimigos como Toguro e Sensui, ou personagens pouco expressivos como Diabo e a irmã do Kuwabara são bastante carismáticos. Além disso, a trilha sonora é bem-feita e a história se desenrola de maneira ágil e leve.

Exibido de 1997 a 1999 pela extinta Rede Manchete e a partir de 2004 pelo Cartoon Network, Yuyu conta com 112 episódios e com a melhor dublagem brasileira de um anime (quiçá de todos os desenhos já exibidos aqui). Vale muito a pena conferir.